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Lucas Amadeu
da Brasil Etc On-Line
O Eurotúnel, que liga a Inglaterra à França através de túneis submarinos, tem o futuro incerto. A empresa que administra o sistema está afundada em dívidas e se aproxima da falência.
O custo total do empreendimento foi de €15 bi, mais que o dobro do previsto inicialmente. A empresa encontra dificuldades para recuperar o dinheiro investido no projeto. A dívida chega a €9 bi.
A construção possui três túneis, um para cada sentido, e um extra para emergências. Dez mil trabalhadores levaram sete anos para completar a obra, inaugurada em em 6 de maio de 1994.
Embora o movimento nos túneis seja considerado razoável, a empresa enfrenta a forte concorrência das companhias aéreas. Uma travessia pelo Eurotúnel hoje não sai por menos de €75. Frequentemente, as passagens de avião com o mesmo roteiro são vendidas por menos de €1 (além das taxas de embarque e desembarque).
Em abril, os acionistas derrubaram a direção da grupo, que era britânica. No lugar, assumiu o empresário francês Jacques Gounon, que vem tentando costurar um acordo com a Corte de Paris, que até agora não se pronunciou.
A Corte pode reagir ao caso de três maneiras: dar o assunto por encerrado, atrasar mais uma vez a decisão definitiva, ou implantar um "procedimento de proteção" à empresa.
A última possibilidade é a mais cogitada e se assemelha à "concordata" brasileira. O Eurotúnel poderia continuar operando normalmente, enquanto tenta reestruturar as finanças.
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